segunda-feira, 27 de outubro de 2014

27 de Outubro

Ao som milagroso de Frederic Chopin...

“A verdade só fala em locais tranqüilos”.

Sim, só de locais tranqüilos...

 E essa noite falou comigo, depois de um pesadelo horrível, acompanhado por uma dor excruciante nas costas... Ahh, sim, essa noite a verdade falou comigo.  Sem conseguir dormir por conta da dor.  Me peguei pensando em tudo que passou, tudo que vivi, acabei entrando em um frenesi no qual não sabia se estava vivendo o presente, o futuro ou somente relembrando o passado, entretanto em todos esses tempos, em todas essas lembranças eu tinha algo que não posso mais viver sem...  eu tinha a Felicidade que você me traz.

Nesse mesmo dia... Há um ano atrás.

Acordei sonolento, afinal tinha passado grande parte da madrugada conversando besteira e jogando adedonha com minha vizinha... Uma moçinha da minha idade e muito boa de papo por sinal, também muito linda e de olhos elegantes e únicos, já que ela deve ser, muito provavelmente, a única mulher na face da terra cujas pupilas chegam a 80% do tamanho total da Iris e isso normalmente, a primeira vez que notei fiquei assustado, mas depois me rendi a mais esse charme, pra falar a verdade acho que já estava rendido.

Naquela noite fomos ao cinema e esse era tecnicamente nosso primeiro encontro, mas ninguém além de nós podia dizer o tamanho de nossa relação, que até então nunca tinha excedido uns toques de mão e beijos no rosto,e mesmo assim já nos sentíamos ligados um ao outro de um jeito totalmente especial. Nessa noite, assistimos ao um filme de comédia cujos atores representavam personagens delicadamente parecidos com o discreto casal que os assistia, eu estava nervoso e penso que ela também, quase como se estivéssemos amendrontados pelos toques e por toda aquela tensão que existia.

 Nessa noite nós nos beijamos pela primeira vez, e depois disso eu a deixei chorando... estava na hora e eu tinha de voltar.

Só voltei a vela em dezembro, dois meses depois,  e nunca fui tão feliz, me apaixonei de tal forma que senti medo e fui fraco, fiz coisas das quais não me orgulho e daria tudo pra voltar atrás e não magoá-la como magoei. Daria tudo pra voltar atrás e em vez do choro dar-lhe um sorriso.

E em meio ao turbilhão que foi nosso dezembro, conseguimos um feito histórico e inesperado. Engravidamos!. Meu mundo simplesmente desabou, tudo que eu pensei ter sido, simplesmente não era.

 Nem posso imaginar como foi pra ela esse período. Se meu mundo desabou, deve ter desabado em cima do dela... acho que essa sentença expressa bem o que ela sentia.

Reerguemos-nos e nos restabelecemos, conseguimos. Passamos por maus bocados mas também encontramos felicidade e alegria em cima de cada obstáculo, depois de cada desentendimento e cada crise que superamos achamos aquela alegria imensurável de estar ao lado um do outro. Sentindo o apoio do outro os problemas, antes monstruosos, pareciam insignificantes e contra todas as chances, aqui estamos, juntos e lindos, ela muito mais linda, óbvio.

“Não achou que eu iria escrever duas páginas e não colocaria nem uma piadinha entre elas? Ou achou?”... xD

Nunca achei que pudesse viver tanto em tão pouco tempo.

Nesse ano nós vivemos uma vida inteira, vivemos do nosso jeito é verdade.

Com nossos rompantes e risos e loucuras e demências e danças e beijos e abraços e tapas e gritos e afagos e xodós e sobretudo, com nosso amor. Nosso belo, puro, inconseqüente, volátil e totalmente instável amor.

Eu te amo.

Temos agora outro ano cheio de desafios e reviravoltas. Um ano digno de nós, digno do casal de loucos tolos apaixonados, teremos muitas experiências e muitos momentos impares, sei que passaremos por muitas brigas e gritos e sei que depois de cada um desses teremos uma infinidade de amor e alegrias que só podemos ter do lado um do outro.

Hoje fazemos um ano de amizade, namoro, noivado, casamento, vivemos tudo isso em um único ano, me pergunto o que os próximos anos tem a nos oferecer. Seja o que for, quero vive-los ao seu lado e ao seu lado somente.

Revivendo todos os dias a adorável experiência de dormir e acordar ao lado dessa mulher maravilhosa em todos os sentidos da palavra, Minha amiga, Minha namorada, Minha Noiva, Minha esposa, Mãe da minha filha, Minha vida.


Eu te amo. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ladrão de Sentimentos...


Eu nunca tive um lugar certo, correndo de um lado pro outro, conhecendo lugares diferentes, pessoas diferentes, e ainda assim, não posso dizer que achei um lugar pra chamar de lar, existem alguns mais especiais que outros, terra natal, lugares que me confortam, sim, desse tipo realmente achei vários, tantos que não posso lembrar de todos...

 E mesmo afirmando isso, sei que tinha uma pergunta pra responder antes de falar algo assim.

O que é lar?

Uma casa? Família? Amor? Amigos?

Não tenho a resposta pra isso. Deveria ter.

Se tivesse de adivinhar, apostaria num banco de praça, debaixo de uma arvore que provesse sombra em um local ventilado.

Eu gosto de lugares assim, são em lugares como esse que praticava meus assaltos, não eram bem assaltos, eu meio que tomava emprestado.

Observando as pessoas que passam, tentando entender os sorrisos, olhares, trejeitos.

Roubar por um momento aquele sorriso, tentar entender seu motivo, sua razão...

 Observar um casal de namorados e roubar aquela paixão, aquele calor...

 Sentir aqueles abraços de despedida e continuar esperando... Esperando por mais sentimentos dos quais eu possa tomar proveito...

Esperando sentimentos que me intriguem, que me tomem, que me fascinem.

Esperando...

Talvez tudo não passe de inveja ou a minha falta de capacidade de sentir o mesmo...

Mas lá, por todos aqueles bancos em que estive observando, decifrando, ou até invejando, vendo o tempo passar e levar pessoas que eu nunca mais veria e que mesmo assim me fizeram um bem inimaginável. Naqueles bancos eu me sentia bem, seguro...


Era o lugar pra mim, sentia que era ali que eu deveria estar. Era o meu lugar. Meu lar.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São só palavras...

“I heard she sang a good song... I heard she had style… And soo I came to see her…”

 Deixar os dedos correrem pelo teclado as vezes é tão difícil, preocupante...

 Tem sempre uma tensão pra saber se gostarão, se chegarão no final de mais um devaneio...

 Me pergunto as vezes, por que faço uma coisa assim tão inútil...

 Escrever pra alguns poucos ou quase nenhum ler, ou pra mim mesmo... Me ajuda a pensar admito... foi o que meu eu que escreve achou na fuga do mundo de desencontros que ele já está tão acostumado...

 ‘É o escape, o desabafo desse meu eu poeta que novamente sente, dessa vez bem diferente, o final de algo que não chegou a começar’

 Regido talvez, pelo embalo embriagado da parte de mim que na fuga, achou pecado...

 Talvez ? Não, não dessa vez... É tudo tão diferente dessa vez...

 Dessa vez...

 Você acha que esta indo bem, você acha que vai conseguir... e realmente consegue... de repente, não pensar não é algo tão difícil como era antes... não querer parece não ser impossível como era antes... e ai... Ai algum retardado toca uma música, e não é qualquer música, não uma das que coadjuvaram aquela história, aquele conto, não qualquer uma, mas a música... Aquela que gerou os apelidos, aquela cantada ao pé do ouvido durante um passeio em marcha lenta...

 E você só escuta um trecho, o começo... você grita pro retardado abaixar, usar fones... algo que faça parar e te jogue novamente na ilusão de que passou... inútil...

 A música para... e ainda assim continua, só continua pra você e só pra você ela faz sentido... só você escuta e só pra você ela adquire um poder estranho de trazer felicidade, saudade, tristeza, paixão, desejo... Só pra você.

 E ai...

 Ai você vê algum texto, palavras, e não qualquer palavras... Suas palavras, perdidas nas páginas e na vida de alguém... e tudo volta ao começo novamente... e as palavras também adquirem aquele poder estranho de traduzir ódio e amor, ao mesmo tempo, palavras que te fazem querer correr... pra perto e pra longe, ao mesmo tempo... que te fazem querer sair e entrar ao mesmo tempo...

Mas no final... são só palavras.

 É só uma música...

 O sentimento, a confusão, essa dualidade... essa quem fez fomos nós... e fizemos juntos... e somos culpados, culpados por não deixar passar.

domingo, 4 de novembro de 2012

Histórias: 'Ela...' Parte 1


Seja forte...

Você esta fazendo tudo que pode...

Porque eu deixei isso acontecer?

Porque eu não empurrei?

Droga, eu não podia... Por quê ele mexe tanto comigo?
É desejo, só pode ser... É só desejo.

Não é... Meu Deus, eu sei que não é...

Nãooooooooo... Só estou carente e nada mais... Ele não tem nada haver com isso, Nada. Eu que to procurando atenção e ele sempre esta lá pra mim, só por isso... É isso.

Não é só isso...

Eu devia ter me afastado...

Devia ter empurrado... Mas não o fiz. Não consegui... Os tracinhos nos olhos dele me hipnotizaram... Os olhos dele... porque não pude parar de olhá-los? Porque a respiração dele era tão linda de se ouvir e sentir?

POR QUÊ? POR QUÊ?

Eu não podia ter deixado... Mas deixei... Deixei ele me olhar, deixei ele chegar muito perto... Tão perto.

Eu não podia... Eu não devia... Não podia... Não devia... Mas deixei.

“Me apaixonei...”

Deixei ele me beijar... E com o beijo, tocar... Com o toque veio desejo e eu me deixei entregar...

Eu me deixei entregar... Eu me deixei amar...

Amar, amor... Fizemos amor...

Meu Deus, Fizemos amor...  E foi tão lindo... Tão lindo.

Porque tinha que ser tão lindo... Porque eu não me arrependo? Eu devia, mas não... Não consigo... Foi tão lindo.

Meu Deus... Ele não pode saber... Ele não pode saber... Não pode saber que me deixa assim... Ele não pode saber...

“Ele nunca pode saber...”

Histórias: 'Ele...' Parte 1

Se acalme...

Respire fundo...

É sempre assim, desde que estive com ela pela primeira vez...

Desde aquela noite mágica no carro quando tudo não passava de sexo...

Desde aquele toque suado das suas mãos no meu rosto...

Desde aquela troca de olhares tão intensa quando paramos de tranzar e passamos a fazer amor...

"Desde que me apaixonei..."

Desde que, durante aquela conversa baixa, deixei meus lábios perigosamente perto dos dela, conseguia sentir sua respiração tão perto da minha, conseguia ver seus olhos tão perto dos meus... Porque ela não me afastou? Empurrou? Me esbofeteou? Xingou?... Ou disse que tinha namorado? Qualquer coisa teria servido pra me por pra correr, mas não, ela nada fez, me deixou lá, me deixou senti-la perto, tão perto... Me deixou ver, me deixou querer. Me deixou louco...

Queria tanto beijá-la, não podia... Não devia. Não o fiz. Resisti.

Mas não fui forte o suficiente, não por muito tempo...

O beijo veio, e com ele, o toque, o desejo e ai amor. Fizemos amor...

E nunca havia sido daquela forma...

Era como se tivéssemos passado a vida ensaiando aquela dança...

Aquele beijo...

Aquele toque...

Aquele olhar...

Era como... Como... Não sei dizer.

Sei que a queria pra mim, sei que a quis ali, sei que a quis depois, sei que a quero agora...

Sei que a quero...

"Ela tem que saber..."

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Perfeitas Imperfeições...

Nunca tivemos acesso a tanto entretenimento: filmes, músicas, series, livros, jogos, festas, drogas e tudo o mais que tenha o poder de nos tirar da realidade e afogar-nos em um mundo incrível, às vezes de fantasia, às vezes de ação, ou ainda de suspense ou terror, mas acima de tudo, afogar-nos num espesso mundo de amor.

Sonhamos com aquele amor perfeito da música ou com aquele relacionamento bem estruturado dos filmes onde a mocinha é sempre linda, gostosa, meiga, forte, decidida, bem sucedida, fogosa e todas as outras qualidades, e o mesmo pra o mocinho que é sempre alto, bonito, bem sucedido, gostoso, cheiroso, bom cozinheiro, artista, atleta e todas essas outras qualidades. Enfim, um casal e um amor perfeito...

De tanto assistir, buscamos isto, um parceiro perfeito, alguém sem barriga ou alguém que busque a cerveja durante os jogos do flamengo...

Mas esperamos tanto por um perfeito que deixamos os imperfeitos escaparem, às vezes porque ela liga demais ou tem ciúmes das colegas de trabalho e das primas, às vezes porque ele é grosso ou meio lerdo, ou ainda porque ele nunca tem dinheiro pra pagar as contas do mês, por uma calcinha molhada no banheiro ou porque ele nunca se lembra de baixar a tampa do vaso...

Deixamos esses relacionamentos imperfeitos passarem na esperança de um dia de sol...

Morreremos na sombra.

Esperamos pelo perfeito sem notar que ele já chegou, sem notar que pra ser perfeito tem de ter todas essas imperfeiçoes irritantes e deliciosas, tem de ter aquele pé que te empurra durante o sono e aquele mau hálito insuportável pela manhã...

“Não estamos aqui pra buscar alguém perfeito, só pra encontrar alguém que aceite as nossas imperfeições.”

E essas hão de ser muitas e gritantes, perfeitas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Enfim, Poesia.

Lembro de uma vez, eu cheguei a mencionar que fazia poesia com sorrisos e lágrimas, era mentira...

"Tenho mentido muito nos últimos meses."

enfim, um céu azul nunca da uma boa poesia, não pra mim,

Prefiro a tempestade, prefiro a tormenta, é com ondas altas que se faz rimas, metáforas, e eu me orgulho de fazer algumas bem difíceis de compreender, talvez você entenda, talvez não.

Talvez você os pegue sem a usual máscara de sorriso que eu sempre os faço usar.

...

O Dia


É preciso de um dueto pro sol raiar
Preciso de um dueto pra manhã clarear
Pra noite afastar,
Preciso de um dueto pra fazer esquentar
Pra ver o sol levantar
Só preciso de um dueto pra ver começar,

Mas antes que eu note, noite será.
E um novo dia virá,
Como o outro, esse também cessará
Voltarei eu, então, a beber e fumar
Com as lembranças do dia
Que meu próximo sol há de levar

Na esperança de um dia,
Eu pare de tornar cada dia,
Poesia! Pra variar

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Vícios...

Com o calor me consumindo de fora pra dentro, olhando a fumaça que leva meus devaneios mais íntimos, tão íntimos, que eu mesmo me perco tentando trazê-los e então trancá-los no meu pequeno baú...

Relaxa...

Algo no movimento harmônico, inspirado pelo toque, regido pelas letras, movido por palavras...

Algo no entra e sai de substâncias que me destroem e me mantém vivo...

Algo nisso me faz esquecer...

Só por aquele momento em que meu peito arde de calor e a cabeça descansa, meio lenta, meio rápida, meio meio, meio tudo...

Só por aquele momento...

Só por isso...

Vivo por isso.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Era uma vez… [Bônus]

 

 

                                                                                                ...Ela respondeu dizendo...

‘-Esse medo ainda vai me matar. ’

O medo não a deixara dizer o que sentia, mas no fundo ela sabia que o amava.

Nosso garoto decepcionou-se um pouco por não ter ouvido a resposta que tanto esperava, mas a moça sabia, sabia que haveria o momento certo para dizer-lhe o que sentia, ela não agüentaria guardar para si um sentimento tão belo, tão puro, tão intenso.

Ela estava apaixonada e o queria sempre por perto como nunca ninguém o teve, sentia que não tinha mais forças para esconder de nosso garoto aquilo que guardava dentro do peito, era forte, sua respiração a fazia sentir algo assustador, algo que talvez seu coração não pudesse mais guardar, controlar, ela só sabia que de uma forma ou de outra teria de acabar com esse medo e dizer ao nosso garoto o quanto ela delirava ao vê-lo, ao beijá-lo, ao tê-lo ao seu lado, parecia tão mágico, tão verdadeiro, o tempo não passava, corria, ela já sabia que mesmo estando perto ou longe o seu coração já estava ocupado, que todas as suas alegrias dependiam de um sorriso dele, de um simples toque ou até mesmo de uma visita inesperada.

Por fim, ela disse a ele que o amava, disse com todas as letras, disse por que sentia, e sabia que seu medo não era nada comparado aquele sentimento, ela conseguiu provar para si mesma a importância e o valor que essas coisas bonitas que só se sente uma vez era especial, única e principalmente valioso para unir intensamente duas pessoas.

Dentro de tudo que ocorreu, os dois finalmente se acertaram, descobriram várias coisas juntos e esperavam mais, buscavam mais, riam mais, estavam felizes. Nada mais existia somente uma historia inacabável de amor, sim, era amor.

…

Com o tempo o amor foi passando, até que os beijos não puderam mais afastar as dificuldades, até que os problemas superarm a vontade de ficar juntos.

Os dois brigaram e se separam, talvez com a esperânça de um dia voltarem a ficar juntos, talvez com a certeza de que não daria mais certo.

Seguiram em frente, acharam novos amores e novos beijos, mas nunca esqueceram da sensação daquele beijo.

levavam no peito, a certeza de que aquele amor, foi eterno, pelo tempo que durou.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Era uma vez… [Final]

 

                                                                               …Ele a segurou pela mão,

                                                                                                    e a beijou…


Eles se beijaram, naquele momento, para ambos, não foi como se o tempo para-se, não foi como se o tempo engasga-se, foi como se o tempo, literalmente, nem existi-se…

Aliás, nada mais existia, para ele só existia ela e para ela, só havia ele…

Não haviam complicações, problemas ou obstáculos, naquele monento, não havia absolutamente nada, só havia um casal envolto na imensidão de um pequeno beijo…

Durante aquele momento, que pode ter durado dois segundo ou dois anos, não houve passado, não houve futuro e o presente parecia algo muito distânte no horizonte, para os dois, não houveram táticas ou cantadas sem sentido, não houveram brincadeiras ou provocações, naquele beijo existiu apenas sentimento, puro e simples… Nada muito complexo, foi apenas intenso.

                               enfim, ele segurou seu rosto com as mãos, a olhou nos olhos, e disse:

                                                                                                              -     Eu te amo.

E ela respondeu dizendo.

…

Fim

sábado, 7 de janeiro de 2012

- Era uma vez... Parte 3

- Ela respondeu dizendo...

Ora, todo mundo sabe que ela aceitou o convite, naquela época era muita descortesia recusar qualquer convite, e nossa moça era gentil, ela nunca o negaria essa cortesia, aliás, nossa moça era aquele tipo de pessoa incapaz de ser rude com alguém, ela era doce, meiga e gentil de um modo tão absurdo que é difícil de descrever...

“Na verdade, era impossível descrever essa moça, por isso, não tentarei, mas para nosso garoto, ela era como a existência mais bela num mundo feito de beleza’’...

Ela se atrasaria? Pensava nosso rapaz, ansioso, enquanto esperava, até que...
Era a campainha, era ela, tinha que ser, ele chegou ao alto das escadas a tempo de vê-la entrando...

O tempo engasgou, podia vê-la novamente..

Não trazia jóias, não estava arrumada, não vestia nada de tão elegante, não trazia os cabelos arrumados demais, estavam soltos..

‘’ Ela estava natural somente, naturalmente linda. ’’

Antes que percebesse, nosso garoto descera as escadas de seu palácio e se pusera de frente com sua convidada, estavam muito mais próximos do que a etiqueta permitia..

‘’ Podia sentir sua respiração, a olhou, seus seios, apertados no espartilho, se moviam com sua respiração, estava forte, o movimento despertava em nosso garoto algo novo, era desejo, mas desejo de um jeito que ele nunca sentira antes, ele levantou seus olhos, ela estava vermelha, espantada’’...

- Ela tentou se afastar...

Ele a segurou pela mão e a beijou...

[Continua...]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Era uma vez... Parte 2

De repente, era ele caindo, tudo parou...

O tempo, seu coração, sua respiração, e parado, ele pôde ver o semblante de quem o fizera perder o equilíbrio, era uma moça, naquele momento ele a odiou por o ter feito cair, por o ter feito perder o equilíbrio, e ele tinha certeza, não morreria, mas se machucaria com aquela queda...

E assim aconteceu, ao sentir o chão, sentiu também dor em uma de suas pernas...

Ele a quebra-la...

No chão, logo depois do grito, pessoas vieram em seu auxilio, alguns dos empregados de sua própria casa, alguns andantes da rua...

- Sua perna esta quebrada, Senhor. Disse um de seus empregados tolamente, afinal, nosso garoto já sabia disso, podia sentir o osso se mexendo de forma anormal...

No meio de todos os curiosos ele reconheceu o rosto da moça que o fez cair, ela também estava com medo, ele podia ver, em seu rosto, medo, não sabia direito se era medo da culpa de tê-lo feito cair, mas havia medo em seu rosto...

- Você, você gritou e me fez cair. Gritou nosso garoto ainda envolto em completa dor.

- Ela meu senhor? Disse uma mulher ao lado do rosto que o fez cair.

- Sim, essa mesma, gritou, me assustei e cai por causa dela!. Respondeu aos gritos nosso rapaz.

- Senhor, se o fiz cair, cuidarei de você até senhor até que sua ferida se cure. Disse a moça o
derrubou.

- É o mínimo que você pode fazer. Gritou ainda em dor nosso rapaz.

Nessa hora, foi erguido e colocado, em uma carruagem que logo rumaria a um hospital próximo dali.

Tomado todos os cuidados, voltou a sua casa e foi deitado em sua cama, no seu quarto estava a moça que lhe fizera cair.

- Perdão por ter lhe feito cair. Disse ela.

- Não tem problema. Disse nosso garoto, já mais calmo, afinal a dor já passara.

- Mesmo assim, tomarei conta de você até que se cure. Respondeu a moça.

-Certo, se essa é sua vontade, não serei contra, acho que só tenho a ganhar com essa sua decisão. Disse, certamente, nosso rapaz.

Naquelas primeiras semanas, ele não poderia sair da cama, mas aproveitara bastante esses dias, conversara com a moça, falaram apenas besteiras, e o que era realmente estranho para nosso homem, em sua companhia ele sorria bastante, mesmo que não entende-se o porque disso, ele sempre estava feliz ao lado de sua enfermeira particular, podia notar que ela também era feliz, sempre rindo, desse modo, sua enfermeira tornou-se, de algum modo, bela....

Aconteceu sem querer, em algum momento dessas semanas de recuperação, nosso homem, que não fazia ideia de como ou quando, se apaixonara, só notou isso quando já saudável, sua amiga e companheira deixou de o ver, e em meio de saudades dela, ele se sentiu só...

Foram dias tristes, dias em que ele sozinho se amaldiçoava por sarar tão rápido, a queria de volta, a queria do seu lado, a queria rindo, a queria ali, só ali e em lugar nenhum... Lutou contra essa verdade, mas ele mesmo sabia que querendo ele ou não, a queria para si.

Mandou, então, um de seus empregados a convida-la para jantar, e logo que seu subordinado chegou com a resposta, mandou chama-lo e ficou sabendo.

Ela respondeu dizendo:

...

[Continua]

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Era uma vez...

Era uma vez, da ultima vez eu consegui pensar em um jeito tão legal de começar...

Não sei se vai dar dessa vez...

Começar com era uma vez é tão fácil, simples...

E eu não tenho mais criatividade pra começar de outro jeito mais legal, talvez você pare de ler aqui por estar achando toda essa enrolação muito boba...

Mas talvez...

Era uma vez, um garoto, como todos meus garotos de era uma vez importantes, esse também não tinha muitas qualidades ou muitos defeitos, era só um garoto, nem alto, nem baixo, nem bonito, nem feio... Era só um garoto, nem preciso dizer o nome dele, hoje, ele vai ser só garoto...
Nosso garoto gostava de ler, gastava a maioria de suas horas livres viajando com páginas e mais páginas de impressos, não havia internet no seu tempo, ele ainda podia sentir o cheiro do mofo que havia nas páginas dos velhos livros de seu pai, era um cheiro embrulhante, mas ele gostava, porque sempre o fazia pensar por quantas mãos aqueles mesmo livros passaram, quantas mentes haviam viajado com aquelas mesmas personagens, enfim, nosso garoto era um leitor...

Lendo ele cresceu, e logo que alcançou a aurora da juventude, quis pra si o que aqueles personagens tinham, uma grande aventura, um grande amor, não sabia a razão, mas ele queria algo grande pra si...

Nosso garoto continuou lendo, leu até alcançar a maturidade, sua barba já não tinha falhas e no canto de seus olhos, as rugas começavam a aparecer... Nosso garoto se tornou um homem amargurado, amargurado consigo mesmo por não ter vivido a grande história que ele acreditava existir em seu destino...

Num dia desses nada especiais, ele lendo em sua varanda... teve vontade de pular, não aguentava mais o tédio de sua vida, ele era bastante rico, de modo que nem mesmo o trabalho o tirava do ócio, ganhar ou perder dinheiro com os negócios que seu pai o deixara não fazia diferença...

Sua vida era morta, e ele, são, decidiu por vontade própria abandonar a vida e se entregar ao ultimo abraço...

Subiu na proteção da varanda, se pôs o mais ereto que pôde, então percebeu a falha no seu plano, a varanda mal tinha quatro metros de altura, ele de certo não morreria da queda, quebraria talvez uma perna e agonizaria até que alguém o socorre-se, decidiu então vol...

- EIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII, SOCORROO – foi o grito desesperado de alguém na rua q o viu em pé se equilibrando a pouco mais de quatro metros de altura.

Nosso garoto, agora homem, se desiquilibrou e caiu.

Continua.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Somos um que é dois? ou dois em um ? 2

Naquele Frio mortal, temendo por mim mesmo...

Súplica²

Esse outro por aqui,
Ele tem de ver,
Com ele conviver,
Pra mim,
É deixar morrer,
Tudo aquilo que eu acho ser...

Ele que se enoja e regurgita,
Quando de mim ouve: Querida...

Ele que não as ama ou sente falta
Daquilo que eu busco com mais calma.

Ele que envolto em fúria,
Só anseia por luxúria
Talentoso, sabe e cuida
Pra que pra ele venham por usura,
Ele as seduz, as manipula,
Leva delas a
Antes pura,
Sempre de armadura,
Se fazendo de vilão,

Ahh meu pobre irmão,
Eu sei, és, no fundo, coração...
É machucado,
De nós o nunca amado...
Na fuga,
Achou pecado...

Óh Deus, o perdoa por tal ato.
E a mim, por caridade....
Responda com verdade,
Pôs nós dois num corpo por maldade?
Ou é a nossa dura sina
Quem faz quina com a Felicidade ?

domingo, 11 de dezembro de 2011

Somos dois em um? ou um que é dois?

Ao som da estrada a noite, brincando comigo mesmo...

Súplica

Esse escritor poeta que mora aqui,
Ele tem que entender,
Que pra mim o ter
É complicar a complexidade
Da simplicidade que é viver

Ele que sente aquele frio mortal
Em pleno calor do meu prazer carnal

Ele que teve o coração quebrado
Pela força de um amor devastado
Que ele nunca nem viu começar,
Com uma mulher que de tão perfeita,
Viva, nunca ousou estar.

Ele que sentido o calor,
Viu o sol se apagar,
Na beleza da certeza
Que foi aquele negar....

Não sei a quem pedir,
Mas se há a quem clamar:
Aparta nós dois desse penar
Ou acha pra mim,
Um prazer pra ele amar.

domingo, 30 de outubro de 2011

O escritor...

O tempo passa...

Passa e leva as coisas que eram importantes para nós...

Nos tempos de eu menino, eu sentava alegre aos pés do pai e ouvia o som das rimas de cordel que ele trazia da rua...

Ficava fascinado...

“Como alguém consegue brincar com as palavras desse jeito? Como alguém consegue fazer as próprias palavras cantarem dessa forma?”

Foi pensando assim que descobri algo que o tempo não levaria de mim...

O Escritor...

Meu banho é demorado,
Não por luxúria, não.
Aprendi com um velho mago...
É que sozinho, lá eu penso...
Avôo longe, vou ligêro...
Vô com o vento
É na velocidade do pensamento
Que eu fecho os zói pro vidro opaco
E abro longe... Lá no mato.
Lá nos tempo de eu molequinho...
Deus do céu, matei tanto passarinho...
Lá, onde na noitinha, eu levava cada menininha
E às falava.
“Pica-Pau pica a madeira por amor...
E com carinho, na madeira nem dói nada
Em você... Meu benzinho
Vai doer só um pouquinho”
Mamãe, bruta, nem sabia quase nada que eu fazia
Mandava Vera ir me buscar.
Mamãe também nada sabia.
Vera não fazia só limpar
Foi ela quem me ensinou
O que fazer, onde pegar.
Vera que me ensinou tudo que tinha pra ensinar,
Mas Vera foi embora
Me deixou sem ter com quem falar,
Mas também, por essas hora.
Eu já sabia conversar.
As menininha, já mulerzinha.
Tinha mais nada pra reclamar.
Descobri que era fácil,
Uma palavra aqui outra acolá...
Um beijo aqui, minha mão lá...
Era só saber a hora do pino puxar...
A menina se assendia, se tremia...
Em cima de mim ela se explodia....
Era cada coisa que elas fazia...
Sério, se não fosse comigo..
Nem eu acreditaria...
E desse jeito eu fui crescendo, me espichando.
Sem comando, mais que o cão, danado...
Meu Deus do céu, eu era o Diabo...
Mas eu sempre fui muito amado,
Na escola, que eu nem ia.
Os professor sempre dizia:
“Eita Diacho, menino desse, pobre, feio
Burro e Fraco, da até pra se dizer,
Esse ai, vai ser nadinha quando crescer,
Mas, talvez, ele até faça algo pra nóis ler.
Escreve bem o desgraçado,
Da é gosto de se ver”.

sábado, 29 de outubro de 2011

Era uma Vez...

“Odeio começar a escrever com ‘Era uma vez’, não acho que prende a atenção dos leitores com eficiência, mas bem, como não tenho criatividade pra começar de outro jeito...”

Era uma vez...

“Aposto que agora prendi sua atenção”

Era uma vez, Caio, um garoto muito bonito, alto, forte... Era o tipo de cara que toda menininha sonha pra marido, ele era saudável, deixara de beber há muito, sabia que aquilo, embora bom, lhe causava danos;

Nunca fumou sequer um cigarro, prezava pela saúde de seus pulmões...

Aos 20 anos passou a se alimentar com uma dieta rica em frutas, verduras, passou a comer cada vez menos carne, e, embora, fosse um grande fã de churrasco, passou a comer apenas carnes brancas devido ao seu baixo teor de gorduras e alto valor energético.

Caio, prefere se refrescar com água pura à qualquer outro liquido, o açúcar nos refrigerantes e refrescos poderiam quebrar sua dieta, elevar seu peso, fazê-lo perder seu abdômen definido...

Caio também não saia com mulheres com freqüência, embora muito desejado por sua estatura e beleza construída com muito esforço durante quatro anos ininterruptos de academia, tinha medo que uma mulher quebra-se sua rotina de exercícios diários, pensava: “E se eu acordar cansado amanhã? Melhor não!” a verdade é que no fundo Caio se achava bom demais pra qualquer uma que cruza-se seu caminho, em sua opinião mais sincera, caio achava que nunca conhecera uma mulher boa o suficiente para tê-lo para si.

Esse foi o estilo de vida que Caio escolheu, um estilo saudável, viveria bem até os 80 anos, não sofreria com doenças como gastrite, câncer, herpes e etc.

Do outro lado da cidade, Marco, um garoto comum, nem feio nem belo, nem inteligente nem burro...

Marco se orgulhava de não ser ruim em nada, entretanto também não era bom em coisa alguma, era sempre um meio termo que o definia...

Marco era danado e infantil, roubava galinhas pela adrenalina da fuga, depois as dava a quem precisasse de alimento, se sentia um Robin Hood no Maranhão.

Marco era muito diferente de Caio, Marco comia o que lhe dava vontade, tinha preferência pela gordura que escorria da picanha em cima da churrasqueira, bebia, no mínimo, um litro de Coca-Cola por dia, além de não falhar a uma cervejinha nos finais de semana e, as vezes, quando estava muito nervoso, fumava um ou dois cigarros antes de dormir...

Marco, nunca pôs os pés em uma academia, nem em sonho ele pagaria pra fazer esforço.

Marco tinha um verdadeiro ódio de nutricionistas, não agüentava a mania que nutricionista tem de dizer que todas as melhores comidas são ruins pra saúde.

Esses eram Caio e Marco...

Caio logo conseguiu um contrato com uma firma de modelagem...

Marco seguiu com os negócios do pai, que era um bom administrador, mas nunca chegou aos pés do filho.

Caio, num dia de semana, ninguém se lembra ao certo qual, foi atingido por um motorista imprudente, levado ao hospital e lá morreu aos 23 anos.

Marco morreu na manhã do seu 81º aniversário, uma terça-feira,cercado por seus filhos, netos e um bisneto de nome igual ao seu, estivera doente nos últimos meses e ter morrido no dia do seu aniversário foi uma feliz coincidência aos seus olhos, não queria ir embora com a idéia de quase ter chegado aos 81.

Caio foi levado pelo acaso, e pelo o acaso que Marco ficou tanto tempo vivo.

Caio deveria ter vivido mais, sim.

Mas a que preço? Placas de se alimente bem, não corra, não fume, já disse o poeta, são facas de dois gumes...

Fazem-te viver mais, sim, mais tempo, porém levam toda a intensidade de sua existência te fazendo viver menos, bem menos.

...

sábado, 13 de agosto de 2011

Tardes...

Ao som de lembranças...

Não sei se foi por acaso ou desejo, as achei hoje.

O tempo passa rápido...

Não sei muito, o pouco que sei ou acho escrevo aqui...

Levo a certeza de que ao final do meu dia, quando o sol se por pro meu reinado, amaldiçoarei o tempo e praguejarei contra mim mesmo por não ter aproveitado cada minuto do meu dia de sol.

E lá quando o sol não tocar mais meu rosto, quando eu já não puder mais ver o sorriso sincero de um amigo...

Praguejarei contra mim mesmo por ter perdido tantos segundos do meu precioso dia... Por que não notei que logo esse dia chegaria ao fim?! Por que não percebi que não mais teria a chance de voltar atrás?

Por que deixei passar o momento daquele beijo?

Por quê?

Mas...

E se eu tivesse percebido o quanto o dia é curto ainda quando era manhã?

E se ainda fosse cedo o suficiente pra voltar e rebuscar os momentos já perdidos?

Lá quando eu ainda tinha ar nos pulmões e forças pra correr...

E se?

Talvez eu não tenha tido uma grande manhã, mas da minha tarde eu farei o que quiser.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dança...

Nos últimos três anos, eu vi e vivi várias coisas...

Tive medo, fracassei, eu menti, nunca contei.

Mas de tudo que vivi, de tudo que fiz e quis fazer nada me tirou mais o sono do que o medo de mais um fracasso.

Não estou aqui dizendo que sou um fracassado nem nada disso, mas tenho de admitir, em matéria de fracasso, eu sou mesmo um profissional...

Talvez seja por essa minha meta tão distante ou por incompetência própria... ( prefiro acreditar que é pela distância)

Realmente o que quero não é fácil.

Mas enfim, minha mãe sempre disse que escrever ajuda a organizar os problemas, temores, ânsias e essa lição, tenho de admitir, eu aprendi muito bem.

Adquiri com o tempo a habilidade de usar minhas dores, problemas, desejos e medos como tinta pra minhas palavras...

E como sempre,

Dança...

E é na agonia,
Na tristeza
Ou na alegria e
No sorriso.
Que eu pego a pena
E faço do papel seu piso.

Faço dança ou caminhado,
Tudo depende do meu estado
Na dança tem beleza
Ritmo, Rima, leveza
Já no caminhado.
Eu conto com destreza.
Sério, verdade, lerdeza.

A verdade é que por meu sentir exagerado.
Acabo, sempre, aos meus pés jogado.
Clamando por perdão.
Mas antes que eu responda.
Me levanto e grito: NÃO
Pego a pena e lá vou eu, dinovo,
Embelezar esse maldito chão.

E de excruciantes dores do meu peito.
Eu faço versos, me deleito.
E agora é meu sentimento
que tu seguras belo e feito!

domingo, 17 de abril de 2011

Sensível

Como já disse uma vez...

Acredito que o objetivo da arte é tocar a poesia...

Só quando a obra toca essa corda de som único... é que é arte.

Geralmente, eu não gosto de postar minhas poesias...

Porque elas não são só minhas...

Embora eu que tenha empunhado a pena.

O sentimento, a real poesia, não é só meu...

Mas hoje sinto que posso, sinto que quero... Hoje eu sinto... hoje eu só sinto...

Hoje sou Sensível.

Contos...

E Aqui começa o conto.
Digo oi, sou respondido...
Conquistado com um sorriso.
Eu bobo, desentendido...
Aqui já correspondido...

E assim eu fico, vivo, brinco
Te toco, eu, de verdade, sinto...
Difícil de entender...
Pode até não parecer...
Mas, juro, não minto pra você.

Eu te amo e você sabe...
É tanto amor, não sei se cabe.
Diz que me ama! Eu digo também...
Eu grito vou. Você diz vem.
Ahh... Você me faz tão bem...

Eu te quero, acordo e vejo...
Mexe no cabelo...
Aumenta meu desejo.
Meus poemas pra ti eu já escrevo...
Sinceramente, não sei se te mereço.

E é assim, na velocidade insana desse amor carmim
Você vai se tornado grande parte de mim...
A mais bela flor, do meu, antes,
Tão tristonho jardim.

Enfim, que eu tolo e burro
Não me faço entender
E um puro amor puro.
Eu vejo se perder.

Eu tento te deter...
Tento me explicar...
Tento por tentar.

Aqui já desesperado e manso.
No Fim...

Me esforço e canso
Puxo briga, enfim descanso
E assim no final do nosso
Tão sonhado encanto
Ela é ela
E eu sou pranto.