segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ladrão de Sentimentos...


Eu nunca tive um lugar certo, correndo de um lado pro outro, conhecendo lugares diferentes, pessoas diferentes, e ainda assim, não posso dizer que achei um lugar pra chamar de lar, existem alguns mais especiais que outros, terra natal, lugares que me confortam, sim, desse tipo realmente achei vários, tantos que não posso lembrar de todos...

 E mesmo afirmando isso, sei que tinha uma pergunta pra responder antes de falar algo assim.

O que é lar?

Uma casa? Família? Amor? Amigos?

Não tenho a resposta pra isso. Deveria ter.

Se tivesse de adivinhar, apostaria num banco de praça, debaixo de uma arvore que provesse sombra em um local ventilado.

Eu gosto de lugares assim, são em lugares como esse que praticava meus assaltos, não eram bem assaltos, eu meio que tomava emprestado.

Observando as pessoas que passam, tentando entender os sorrisos, olhares, trejeitos.

Roubar por um momento aquele sorriso, tentar entender seu motivo, sua razão...

 Observar um casal de namorados e roubar aquela paixão, aquele calor...

 Sentir aqueles abraços de despedida e continuar esperando... Esperando por mais sentimentos dos quais eu possa tomar proveito...

Esperando sentimentos que me intriguem, que me tomem, que me fascinem.

Esperando...

Talvez tudo não passe de inveja ou a minha falta de capacidade de sentir o mesmo...

Mas lá, por todos aqueles bancos em que estive observando, decifrando, ou até invejando, vendo o tempo passar e levar pessoas que eu nunca mais veria e que mesmo assim me fizeram um bem inimaginável. Naqueles bancos eu me sentia bem, seguro...


Era o lugar pra mim, sentia que era ali que eu deveria estar. Era o meu lugar. Meu lar.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São só palavras...

“I heard she sang a good song... I heard she had style… And soo I came to see her…”

 Deixar os dedos correrem pelo teclado as vezes é tão difícil, preocupante...

 Tem sempre uma tensão pra saber se gostarão, se chegarão no final de mais um devaneio...

 Me pergunto as vezes, por que faço uma coisa assim tão inútil...

 Escrever pra alguns poucos ou quase nenhum ler, ou pra mim mesmo... Me ajuda a pensar admito... foi o que meu eu que escreve achou na fuga do mundo de desencontros que ele já está tão acostumado...

 ‘É o escape, o desabafo desse meu eu poeta que novamente sente, dessa vez bem diferente, o final de algo que não chegou a começar’

 Regido talvez, pelo embalo embriagado da parte de mim que na fuga, achou pecado...

 Talvez ? Não, não dessa vez... É tudo tão diferente dessa vez...

 Dessa vez...

 Você acha que esta indo bem, você acha que vai conseguir... e realmente consegue... de repente, não pensar não é algo tão difícil como era antes... não querer parece não ser impossível como era antes... e ai... Ai algum retardado toca uma música, e não é qualquer música, não uma das que coadjuvaram aquela história, aquele conto, não qualquer uma, mas a música... Aquela que gerou os apelidos, aquela cantada ao pé do ouvido durante um passeio em marcha lenta...

 E você só escuta um trecho, o começo... você grita pro retardado abaixar, usar fones... algo que faça parar e te jogue novamente na ilusão de que passou... inútil...

 A música para... e ainda assim continua, só continua pra você e só pra você ela faz sentido... só você escuta e só pra você ela adquire um poder estranho de trazer felicidade, saudade, tristeza, paixão, desejo... Só pra você.

 E ai...

 Ai você vê algum texto, palavras, e não qualquer palavras... Suas palavras, perdidas nas páginas e na vida de alguém... e tudo volta ao começo novamente... e as palavras também adquirem aquele poder estranho de traduzir ódio e amor, ao mesmo tempo, palavras que te fazem querer correr... pra perto e pra longe, ao mesmo tempo... que te fazem querer sair e entrar ao mesmo tempo...

Mas no final... são só palavras.

 É só uma música...

 O sentimento, a confusão, essa dualidade... essa quem fez fomos nós... e fizemos juntos... e somos culpados, culpados por não deixar passar.

domingo, 4 de novembro de 2012

Histórias: 'Ela...' Parte 1


Seja forte...

Você esta fazendo tudo que pode...

Porque eu deixei isso acontecer?

Porque eu não empurrei?

Droga, eu não podia... Por quê ele mexe tanto comigo?
É desejo, só pode ser... É só desejo.

Não é... Meu Deus, eu sei que não é...

Nãooooooooo... Só estou carente e nada mais... Ele não tem nada haver com isso, Nada. Eu que to procurando atenção e ele sempre esta lá pra mim, só por isso... É isso.

Não é só isso...

Eu devia ter me afastado...

Devia ter empurrado... Mas não o fiz. Não consegui... Os tracinhos nos olhos dele me hipnotizaram... Os olhos dele... porque não pude parar de olhá-los? Porque a respiração dele era tão linda de se ouvir e sentir?

POR QUÊ? POR QUÊ?

Eu não podia ter deixado... Mas deixei... Deixei ele me olhar, deixei ele chegar muito perto... Tão perto.

Eu não podia... Eu não devia... Não podia... Não devia... Mas deixei.

“Me apaixonei...”

Deixei ele me beijar... E com o beijo, tocar... Com o toque veio desejo e eu me deixei entregar...

Eu me deixei entregar... Eu me deixei amar...

Amar, amor... Fizemos amor...

Meu Deus, Fizemos amor...  E foi tão lindo... Tão lindo.

Porque tinha que ser tão lindo... Porque eu não me arrependo? Eu devia, mas não... Não consigo... Foi tão lindo.

Meu Deus... Ele não pode saber... Ele não pode saber... Não pode saber que me deixa assim... Ele não pode saber...

“Ele nunca pode saber...”